Mensagem da Presidente

SandraEm tempos tive um sonho…

Da mesma forma que admito que este sonho tem evoluído ao longo dos anos, confesso igualmente que a sua essência ainda permanece em mim.

Creio que a união faz a força e que todos nós, amantes do basquetebol (e do desporto em geral), somos bem maiores do que a soma das partes. Sei também que só se pode partilhar aquilo que se tem e que é partilhando que verdadeiramente recebemos.

Quanto ao sonho…Sonhei que os clubes mais organizados e estruturados ajudavam os mais pequenos e com maiores dificuldades a crescerem no Basquetebol e que ainda auxiliavam outros a emergirem na modalidade…

        Sonhei com uma competição regional forte, envolvendo a maioria dos concelhos da Região Autónoma da Madeira (RAM), com 11 ou mais clubes a lutarem em conjunto no sentido de participarem cada um com uma equipa em cada um dos escalões/género…

Sonhei com um clube de Basquetebol forte a representar a RAM, ao mais alto nível, tanto a nível nacional como a nível internacional…

         Sonhei com outros clubes de Basquetebol a participarem nas divisões mais baixas a nível nacional para permitirem aos atletas madeirenses, com grande potencial, de adquirirem “rodagem” competitiva e poderem ganhar o seu espaço no clube representativo da RAM…

       Sonhei que os restantes clubes sentiam brio por verem alguns dos seus melhores atletas de Sub18, Sub19 e Sub20 selecionados para integrarem os clubes em competição nacional e, principalmente, o clube representativo da RAM…

       Sonhei que os clubes trabalhavam, com os seus atletas, valores éticos como os que encontrei no boletim nº 2 do CAB, designado por “O Ressalto”, datado de 20-01-87 quando revia, em casa, alguns papéis antigos, que passo a transcrever “…Façamos o possível por: respeitar os nossos treinadores, os nossos colegas, os nossos adversários…, aceitar as decisões dos árbitros sem as contestar: todos nós erramos como jogadores ou como treinadores: eles também erram. Eles não criticam o nosso modo de jogar ou orientar. Não nos cabe a nós criticar as suas decisões. Cada um com a sua função

        Sonhei que os dirigentes, treinadores, juízes e encarregados de educação atuavam, em conjunto, na procura de uma formação mais geral dos jovens, com valores e princípios éticos e com preocupações de os tornar melhores indivíduos, inseridos numa melhor sociedade e não só preocupados com os resultados…

         Atualmente, acredito piamente haver mais gente a sonhar como eu. De forma diferente, mas com um resultado semelhante. Portanto, como dizia Fernando Pessoa, “Deus quer, o Homem sonha, a obra nasce”!

         Resumindo, façamos todos a nossa parte e, com toda a certeza, teremos uma modalidade à medida dos nossos sonhos! Sonhemos grande e permitamo-nos ser grandes!

 

A Presidente da Direção
Sandra Reinolds Rebolo